richard sennett



Um dos maiores pensadores do nosso tempo. Para entender e pensar sobre o que acontece no tempo que nos toca viver.

En el ámbito del trabajo, la carrera tradicional que avanza paso a paso por los pasillos de una o dos instituciones se está debilitando. Lo mismo ocurre con el despliege de un solo juego de calificaciones a lo largo de una vida de trabajo. Hoy, un joven americano, como mínimo con dos años de universidad, puede esperar cambiar de trabajo por lo menos once veces en el curso de su vida laboral, y cambiar su base de calificaciones por lo menos tres veces durante los cuarenta años de trabajo. El signo más tangible de este cambio podría ser el lema "Nada a largo plazo. R. Sennett, "The Corrosion of Character: The Personal Consequences of Work in the New Capitalism", 1998.


O vídeo é sobre sua última obra: "The Craftsman" (2008). É metade inglês e metade italiano: um belo brinde para ouvir um pouco de italiano que eu nem sabia que podia entender. Bom, eu acho que entendi, mas não me peça para repetir.






fim de noite

::: Mais uma semana começa e torço os dedos dos pés e das mãos (não se preocupem, faço ioga) para que os deuses informáticos me acompanhem. Ando cansada dos meus erros de sistema. Ou melhor, dos erros do sistema deles. Ou ainda, dos erros sistemáticos dos sistemas alheios.

::: Tem engarrafamento de ideias e tarefas por conta disso, mas aparentemente o trânsito voltou a fluir na rodovia expressa da vida.

::: Acabei de ver na tv um documentário sobre o trabalho escravo nas fazendas e carvoarias no interior do Brasil. "Nuevos esclavos, hambres viejas" (pode ser visto aqui) faz pensar e repensar. Certas coisas ficam bem pequenas e irrelevantes. Tipo assim: erro de sistema "ruwindows".

::: Alô leitores com boa memória de plantão! The curious case of Pedro Monteiro, o plagiador de Aveiro vem aí. De quebra cairei nas garras do vício.

::: Parece letra de samba, mas não é. Resolvi sentir o gosto do pecado e também vou plagiar por estas plagas. Ora se vou! A torto e direito se vosmicê me permiteia. O melhor vosmicê também não sabe não senhor e não senhora: vou atender ao pedido de um atencioso leitor.

::: Me wait me!

terapia para sábado nublado




acontece

Aqui estou nesta manhã fria pensando na falta de assunto que ronda este blog ultimamente.


claude lévi-strauss




cosita








Que bonitinho! A Vila Sésamo completa 40 anos.



Update: mais um!




+ & +







vou te contar

Se você soubesse o que descobri sobre o plagiador de Aveiro. Tsc, tsc, tsc. O babado é fortíssimo, mas requer tempo de decantação para que possa ser transformado em história. Aguardem!


três

:3: Cansei de vir aqui e encontrar com este amarelinho baby candy. Está na hora de mudar a cara do blog outra vez.

:2: O lance do plágio me deixou meio desconfiada, mas a vida continua: inspiração não me falta, falta-me tempo.

:1: Sempre acreditei que o trabalho bem feito, os pequenos gestos e a generosidade são bem mais eficientes que a falsa modéstia. Tudo o que não se dá, se perde.


chaplin







Mudar de casa tem destas coisas. Redescobri uma coleção de dvds do Chaplin que mi torero comprou faz tempo e que até agora descansava tranquilamente em uma das estantes.

Este fim de semana quero rever o O grande ditador, uma jóia cuja fotografia é um capítulo à parte: maravilhosa!

eu & o rei






"canje"

Já tenho a carteira provisória que me permite dirigir legalmente aqui na Espanha. Em breve receberei a definitiva. Hoje foi o dia D e tudo "escorreu" bem!

Nem acredito! Muitos brasileiros estão com problemas para fazer o tal "canje de permiso". Há erros por todos os lados nas bases de dados, principalmente nas datas de emissão e renovação das carteiras.

Tive sorte. Estava com medo de dar chabú, afinal, já renovei minha carteira algumas vezes. Felizmente os santos automobilísticos e burocráticos estavam bem humorados.

Deixo aqui meu agradecimento especial a todos os brasileiros que ajudaram muito para que este dia chegasse. Valeu!

O calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o calhambeque!


domingo [3]

É dia de ouvir Martinho da Vila no Samba Social Clube na MPB Brasil.



Era hoje, era ontem, era d'ontem
Era d'ontem, era ontem, era hoje




Avareza é um defeito
Você nunca foi assim
Eu também tenho direito
De tocar meu tamborim



ops...
O modelito anos 70 (gola rulê vinho, calça boca de sino quadriculada e cinto largo) do Martinho é um espetáculo à parte!


porque hoje é sábado

::: É o dia que costumo cozinhar com mais calma e deixar algumas coisas preparadas para a semana. Entre outras comidinhas, fiz uma "tortilla" de verduras, uma quiche de cogumelos e ainda vair dar tempo de fazer um pudim de leite condensado com calda de laranja.

::: Tem uma peixaria ótima no mercadinho aqui da nova vizinhança. Comprei: "boquerones" pra ele, "chipirones" (adoro) e umas postas de um peixe chamado "emperador" que é delicioso.

::: Na rua que dá para nosso quarto tem uma escola de dança. Acordei ao som de castanholas! Olé!

::: Tenho trabalhado em três novos projetos que estão começando a sair do papel. É bom ter amizades tão especiais que sempre me apoiam e ainda por cima me ajudam a dar forma as ideias-minhocas desordenadas que crescem na minha cabeça. Obrigada amigas!

::: O projeto infantil que coordeno e que se chama "Brincar es jugar" já tem data marcada: 12 de dezembro; também estou articulando um novo projeto musical que está começando a tomar forma. O terceiro projeto ainda é segredo, mas vai ser tudibom, oh yeah!


mas será o benedito?

Não, o nome dele é Eduardo M. Melo e seu esporte favorito é apropiação indevida de fragmentos de textos dos outros. Ou seja, ele continua "metiendo la pata negra" do Gaspar onde não deve.

Parece que não fui a única a ser contemplada com sua falta de simancol. Seu último texto sobre Guernica foi bastante inspirado em pelo menos um autor. "Todos os fogos o fogo" é o nome do blog cujo autor também fala de Guernica, com referências bem indicadas ao livro do Gijs Van Hensbergen.

Googlem, googlem pessoal. O texto do meliante Melo tem frases inteiras do texto do Mauricio Santoro.

Ah, o talzinho já incluiu um link para o meu blog, mas quer saber, ainda acho pouco.

Quero nomes viu Eduardo, nomes completos: Anlene Gomes, blog DMadrid. Se não for possível, retire meu texto do seu terreiro antes que eu comece a pensar em alternativas. Olha que sou boa nisso. Sou especialista em generalidades e ideias em geral.


¡update!
Finalmente parece que o sujeito preferiu apagar o post maligno ante a ameaça de ter que aguentar meus comentários dia sim, outro também. Melhor assim. Que siga em paz seu caminho e me esqueça.

+ plágio

Descobri outro plágio, desta vez foi um texto que publiquei em julho de 2006, chamado "Madrugada morna".

madrugada morna (Quarta-feira, Julho 26, 2006)
O sono se foi. Não faço a menor idéia se pretende voltar. Antes de me cansar de esperá-lo, dei uma volta pela casa. Bebi um copo d´água gelada. Me sentei aqui e liguei o computador. Li, pensei, escrevi, continuei pensando e ainda quero terminar um trabalho. Dos pensamentos sobraram pequenas reflexões que só a esta hora da madrugada parecem transcendentes. O dia tem o poder de eliminar sombras. Em poucas horas, a implacável luz do verão se encarrega de dissolvê-las.
1. Pensei que de tanto mexer aqui e acolá, movendo coisas e me livrando de outras que já não servem, algo saiu definitivamente do lugar.
2. Pensei que não consigo terminar a arrumação porque o buraco é mais embaixo. É subliminar.
3. Pensei que depois de tanto remexer nestas coisas fiquei fora de foco, desnivelada, desenquadrada e, principalmente, instável.
4. Pensei que levo uma pilha de coisas acumuladas que podem desabar a qualquer momento, sem perigo de desatres. Não há nada que se possa quebrar. Vai ser puro espalhafato.
Depois deixei de pensar. A luz da bateria avisa, antes que o dia amanheça, que devo procurar uma tomada imediatamente. Vou aproveitar para beber água e mudar de assunto. Aliás, vou tratar de resolver "o" assunto que ajudou a roubar meu sono. Bom dia.


Niguém pra falar
Sobre o vermelho que abre este dia
Tudo está no lugar em que não devia
O mundo sai pra trabalhar
Enquanto eu abro a água fria
Um estranho no espelho
Eu quase nem me conhecia
E uma voz estranha diz:
Bom dia!

Herbert Vianna


Pedro Monteiro Santos, em Aveiro, do blog "Falar-das-coisas", gostou tanto que resolveu fazer uma adaptação usando boa parte do meu texto. Cara de pau é isso aí minha gente, se a inspiraçao não rola, o plágio resolve o problema.



Sorte minha - e azar dele - que o tio Gugol e o Copyscape estão aí pra isso mesmo: não perdem nada. Este fim de semana vou dar uma varrida e espero não voltar a descobrir este tipo de gente engraçadinha e ordinária.


plágio

A gente vive escutando: quem está na chuva é pra se molhar. Agora ficar molhada é muito desagradável. Sempre soube que a internet é um mar de cut&paste, mas nunca tinha acontecido comigo ser o alvo de uma cópia tão descarada. No meio acadêmico-universitário tive uma fã, cujo nome prefiro omitir, mas ela pelo menos teve boas-falsas-maneiras já que me citou, embora tenha cut&pasted igual.

Descobri por acaso - e graças ao Copyscape, ferramenta online que sempre uso, além de googlar. Uma parte do meu texto "cidades: primeira entrega" foi plageado por um tal de Eduardo M. Melo do blog "A pata do Gaspar". Publiquei no dia 15 de outubro. Ele postou no dia 20 de outubro uma colagem com o título "Regresso a Madrid" chupando metade do meu texto.

Agora vejam bem, a cara de pau do ser humano é ilimitada. O talzinho copiou na íntegra, sem mudar uma vírgula, nadica de nada, sem citar, sem linkar e nem lembrar que tinha lido em outro lugar o que colou no blog dele.

Já deixei um comentário e espero que este sujeito se toque. Ah, ele que se prepare, porque vou encher seu saquinho e sua caixa de comentários. Vou detonar a sua pata negra e sua falta de modus operandi.

Fiquei muito chateada. Mesmo.


bode



Já estava demorando muito. Era bom de mais para ser verdade as temperaturas tão agradáveis que tivemos em outubro. Pois é, alegria de gente que não gosta de frio dura pouco. Meu polvo, já está de volta aos madriles o meu, o seu, o nosso velho amigo bode, aquele que chega com o frio.

Como sempre, o bichano chegou para ficar uma boa temporada, que deve durar até marromenos junho do ano que vem. Na bagagem do bode não costuma faltar: frio, frentes frias, neblina, dias mais curtos, neve e outras coisitas bem típicas do inverno.

Bem-vindo bode, já que não se pode evitar, é melhor a gente relaxar e aproveitar! Aliás, ontem ataquei uma barra de chocolate Lindt Orange intense. Foi culpa dele, claro.

Que os deuses me protejam dos ataques de gula chocolateira neste inverno!


eu qué



Kindle da Amazon com El País. Melhor impossível.


terça tem jazz



Louvado seja Nosso Senhor Herbie Hancock e seu Watermelon Man.




o perfume



Estimada Senhora Perfumada,

Venho por meio desta solicitar que vossa senhoria deixe de colocar perfume no banheiro feminino do nosso local de trabalho. O motivo de minha queixa é simples: além de não apreciar este tipo de perfume forte e penetrante, a quantidade usada por vossa senhoria no interior do citado recinto fechado ultrapassa os limites do bom senso. Minha roupa e cabelos permanecem completamente perfumados durante horas, sem que tenha escolhido usar esta fragrância neste dia e em nenhum outro. Sua atitude caracteriza, segundo o código não-escrito da boa convivência, um ato ilícito de abuso de poder perfumatório.

Vossa senhoria já deveria saber que a escolha de um perfume é assunto de foro íntimo, subjetivo, próprio e pessoal (sim, aqui valem todas as redundâncias). Imagino que seu objetivo seja perfumar o banheiro em prol de disfarçar outros cheiros exalados pelo "corpitchu" de vossa excelência. Entretanto, é preciso levar em consideração que um perfume usado em quantidade excessiva não faz bem à saúde pública, além de agredir a sensibilidade nasal das pessoas, "a nível de" ser humano.

Espero sinceramente que este tipo de incidente não se repita ou serei obrigada a tomar providências cabíveis, e também incabíveis, para preservar minha integridade física nasal.

Agradeço antecipadamente sua compreensão.

Atenciosamente,

Dona do Nariz Sensível


aos navegantes



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